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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Enjaulada


Presa entre os 10 e os 20..

entre o certo e o errado,

encadeada entre o amor e a raiva,

algemada pelos bons e maus

Menina, Garota, Mulher, Ser Humano.

Uma grande lacuna me separa daquilo que eu realmente quero..

E eu não consigo nem ao menos sair do lugar,

Não regrido, porém, não progrido.

Esse é o impasse de ser Layana.

sábado, 19 de setembro de 2009

Roberto Crema




Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro. Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água, elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida. A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa. Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte...Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos.

Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores... Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor... Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor. Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar... Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando. Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito. Minha palavra final: ATRITE-SE! Não existe outra forma de descobrir o amor. E sem ele a vida não tem significado.
(Roberto Crema)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Vestibulanda!


Bem, essa vida não é fácil, você muda bruscamente de caminho... Porque a partir de agora você segue o SEU caminho, aquele que você vai escolher. Sem a barra da saia da mãe ou o olhar vigilante do pai.

Eu sempre fui uma boa aluna, sem me esforçar pra isso, mas desde Julho, quando eu não passei no meu primeiro vestibular, descobri que se eu quiser ter caminhos pra escolher, eu teria sim, que me esforçar, e muito.

Para que minha estrada seja de tijolos dourados e vou ter de aumentar minha carga horaria de estudos, e me aprimorar nas matérias que eu tenho mais dificuldade como química e física. Eu me cobro bastante em relação à isso, e me imponho limites maiores dos quais eu possuo, e meu maior medo é não valer a pena, e se eu não passar de novo? A escolha de uma boa universidade e um bom curso já foram martírios infindos e não gostaria de passar por isso de novo, agora eu torço para ter a disciplina necessária e boa força de vontade, porque estudar 11 horas diárias e ainda ter tempo para amigos e internet não é fácil, não mesmo.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Fragmentos de vida!




"Olhar pra trás, incrédulos de que realmente somos nós lá, de que individualmente, temos uma parcela de culpa no que somos hoje, agora. Aprender com os erros, é a melhor maneira de crescer"






Quando terminamos uma etapa de nossas vidas, não é lá aquela maravilha...


Pelo contrario, eu pelo menos detesto mudanças bruscas, mas é uma necessidade vital, né?!


Ninguém vive do tédio, da rotina que nos é imposta, da mesmice...


Piora, quando nós seguimos a vida, e por um deslize olhamos pra trás e nos deparamos com uma pessoa diferente, uma pessoa não-você. Porque quer queira, quer não.. as maiores mudanças, são estabelecidas dentro de nós mesmos. E se traçarmos uma linha histórica, podemos ver nitidamente o amadurecimento físico, psicológico e até mesmo o amadurecimento de ideias.


Você se depara com fatos ridículamente executados por você ou por um não-você — Eu não acredito que eu fiz isso um dia/ Ah não, eu não gostei daquele garoto, nem pensar/ Nossa como eu era chata.. — São fatos irreversíveis, mas são fragmentos de vida, ninguém vive sem, todo mundo tem o seu momento criança, o seu momento de tpm ou o seu momento idoso.. são essas fases da vida que se tornam degraus que nos levam direto a uma vida, relativamente, adulta (que é o que todo mundo quer ser). Mas não é por que temos idade, que devemos agir como tal, devemos esperar certas mudanças decorrerem e se instalarem com o tempo, fazendo-nos crescer e nos tornarmos, finalmente, alguém.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Amor de subsistência


Até que ponto vivemos de amor?

Seria uma pergunta bem relativa que eu responderia da seguinte maneira: Dá pra viver de amor? Nem sabia ;D

Essa palavrinha que se dispõe a MUITOS significados segundo o dicionário Aurélio.

Amar é natural ao ser humano, amar a família, amar os amigos, amar.

Mas o caso é, vivemos em prol do tal amor? Todo mundo fala e ninini. Hoje em dia o assunto mais cobiçado é esse. Deixa a Geopolítica, a Revolução de 30, a 2º lei de Mendel para escrever do amor, assunto que ninguém entende.

Maaaaaas, o amor é bom? ou é do mal? IUSADISDHASHDAISH

Se é bom, por que é que tem gente que mata em nome dele? Você mataria por amor? Por que é que pessoas enlouquecem por causa dele? Afinal, precisamos de amor para existir? Perguntas retóricas, obviamente.

Eu só sei, que não aguento mais pensar em tantas e tantas teorias para responder tais perguntas.

Concordo que o amor é pra sentir e não para entender, mas também acho que tudo que é plausível há de ser entendido. Acho aceitável amar, porém inaceitável sentir sem entender.

Talvez seja isso que me torne tão complicada ao raciocínio!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A última viagem.



"todas as regras que eu tinha, você esta quebrando" Beyoncé- Halo



Definitivamente, era uma discussão, ela chorava enquanto via as coisas acontecendo em camera lenta.. ele gritava pelos olhos que não a entendia, e ela não tinha mais forças pra tentar se explicar nem lágrimas mais para se lamentar.


Era Setembro, mês da primavera e ela olhava invariavelmente para as flores caidas no chão, ele desviava os olhos com medo de ela perceber que ele também chorava.


A cada soluço, era um turbilhão de pensamentos pretos e brancos que a atacava, sua pulseira tilintava junto a suas vibrações. E ela relembrava o motivo de toda essa estranha conversa: recém formada no ensino médio decide viajar, mas se esquece que existia "alguém" que acompanhava-a e amava-a, quando ele recebe a notícia de que ela viajaria o mundo, seu coração entristece, mas é uma escolha dela e ele sabe disso, então resolve dar de presente uma linda pulseira de prata para que ele vá junto com ela mas em lembrança, em saudade, em cheiro e pensamento. E ela começa essa emocionante jornada. Com a finalidade de se conhecer e conhecer o pequeno grande mundo, relembra também, das amigas que fez e dos rapazes que conheceu, dos lindos lugares que visitou... mas depois de 4 meses sem mandar nem receber notícias de casa, a saudade aperta e começa a machucar deliberadamente, arrebatadora. Então ela decide voltar, mas quando chega.. se depara com a grande surpresa de uma terceira pessoa, alguém com que ele tentava matar as saudades que sentia enquanto ela estava longe. Ela entendeu. Sofrendo.


Nos dias seguintes não sentia vontade de fazer nada, e enxergava o quanto estava errada em deixa-lo ali e sumia no mundo, o quanto ela havia sido cruel e boba. Egoísta por só pensar em si e nos seus sonhos, enquanto agora ela descobria que seu maior sonho era estar ao lado de quem amava.


Então ele vai atras dela, para uma civilizada conversa.. mas a raiva e o ciume explode e diz o quanto ela foi insincera e desleal a ele, ela aguentava calada, admitindo seu erro, ele realmente gritava pelos olhos, enquanto ela comparava as flores despedaçadas a sua alma trincada e ferida.


Ele tira do bolso uma caixinha de veludo, é a primeira vez que ele a olha nos olhos, durante a conversa, e duas lágrimas se encontram:


—Eu comprei isso pra quando você voltasse— olhando para pulseira ele podia ver vários pingentes de prata correspondentes a todas as viagens feitas por ela — significa a sua última viagem.


— eu não entendo — dizia ela sem mais aquele nó na garganta


— É um coração, é a viagem que você tem feito desde quando nos conhecemos, dentro do MEU coração, e é a sua última viagem, pois é aqui que você vai permanecer, pois eu te amo.


— Você sempre disse que eu nunca escutava ninguém, hoje eu tentei ouvir meu coração e ouvi sua voz.


Num relance ela o abraça com as mais sinceras melodias de uma desculpa com fundamentos no amor que sentia. Ela o amava.


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ish! Cresci.


A vontade de crescer, em mim, sempre foi imensa. Ser independente, dona da minha vida e das minhas decisões sempre foi um sonho relativamente "fácil", pois uma hora ou outra ia acontecer.

A vontade de usar salto alto e batom era gigante aos nove anos, aos treze eu entrava na santa adolescência e começa a ver que não era bem como imaginava, mas ainda pensava que ser dona do próprio narizinho devia ser muito bom. Aos quinze já me sentia a grande protagonista da minha vida (mesmo não fazendo NADA, além de estudar), mas continuava achando que devia ter muita coisa por vir, afinal eu ainda não me sentia INDEPENDENTE... e hoje quase aos dezessete vejo que crescer, intimamente, é o que eu menos quero.

Comecei hoje, aulas do cursinho, mas não é na minha cidade, então.. eu fiquei por uma hora andando numa cidade, eer... desconhecida. Me senti sim independente, mas com muuuito medo. Eu finalmente tinha saído de baixo das asinhas de minha mãe, mas tava morrendo de vontade de voltar pra lá.. Me bateu uma síndrome do Peter Pan, que eu precisava imediatamente de uma Terra do Nunca de preferência chamada infância.

Hoje, eu não gosto muito de salto alto, e também não uso batom, ainda brinco de esconde-esconde e tenho sérios ataques de emburramento, mas finalmente sou dona da minha vida, mas me pergunto... era exatamente isso que eu queria?