Parecia um caso sem solução, como se tudo houvesse acontecido como num passe de mágica.
O telefone do investigador Rui havia acordado-o após três toques, deu uma olhadela no relógio digital que ficava em sua cabeceira e este marcava 4:00 AM, e só então atendeu ao telefone que ainda gritava estridente:
— Alô?
— Rui? É o Luís, temos um homícidio na Rua Vereadores 1.410, no Grande Hotel.
— Tá, sigo praí em dois minutos, temos alguma testemunha?
— HAHA, é meu amigo, esse é mais um caso para o novo Sherlok Holmes, pois o nosso assassino é um fantasma, sem digitais e sem vestígios.
O corpo nu de uma bela mulher jogado na calçada estava agora cercado por peritos criminais que se espremiam para poder realizar o devido trabalho com eficiência. Um fino fio vermelho de sangue percorria todo o seu corpo esbelto e macio da mulher jovem e ao seu lado uma taça de vidro quebrada.
O investigador federal chegou ao local com o casaco amarrotado e ao ver a situação do caso perguntou a um dos peritos:
— Festinha particular?
— Não senhor, ao que parece ela estava sozinha no quarto, estamos esperando os caras da autópsia chegar.
O experiente investigador agachou-se junto ao corpo para analisar quaisquer que fossem as evidências:
— Ela foi estrangulada por um homem, que era conhecido pela vítima, mas era inesperada a visita do tal, ela havia acabado de sair do banho e ...
— Mas, como (...)?
— Como eu sei? O inchaço das amigdalas da vítima indicam a pressão feita por mãos em volta de seu pescoço, as marcas azuladas são as marcas dos dedos fortes que a apertaram, são marcas grandes, que só um homem poderia fazer e era um amador, não sabia exatamente onde deveria sufocá-la, a forma como está caída mostra-me que foi uma queda do sétimo ou oitavo andar.
— Foi do sétimo senhor.. —— o investigador olhou para cima.
— Uma das portas da varanda ainda está fechada e como o pequenino amontoado de espuma seca em seu ombro me indica que ela havia acabado de sair do banho me leva a pensar que ela abriu a porta depois que seu visitante importuno chegou. Ou você tomaria banho com as persianas de seu quarto abertas? E se fosse o nosso homem quem tivesse aberto aquela porta ela estaria novamente fechada agora, pois psíquicamente a mente de um psicopata retorna tudo como estava antes do crime. Cheque o pescoço dela para ver se possui digitais. Eu vou subir até o quarto.
No luxuoso quarto de hotel tudo estava em ordem, outro dos agentes havia lhe dito que a fechadura digital da porta não indicava que nenhuma pessoa havia entrado no quarto depois das três da manhã, quando a vítima havia chegado de uma festa e passado pela recepção sozinha. No trinco não havia digitais diferentes da jovem loura caída lá em baixo, o que levou o investigador a conclusão de que o culpado tinha entrado no quarto junto com ela. Mas se ela passou pela recepção sozinha.. o caso estava ficando cada vez mais complicado, o sujeito era mesmo um fantasma, não tinha identidade, e pelo visto também não tinha digitais.
Foi quando Rui depois de horas de investigação pela suíte, teve um sobressalto:
— É isso..!
Continua na próxima postagem, será que o caso vai ser solucionado?
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Sem vestígios
Escrito por Layana. às 11:25 27 pensamentos
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